Pouco mais de uma semana depois do lançamento do site, gostaríamos de agradecer aos mais de 3000 visitantes que já tivemos, vindos de todos os continentes (obrigado Google Analytics!), e especialmente aos que nos deixaram comentários nos vários bolos e nos posts que temos feito. A vossa participação significa muito para nós, e gostaríamos que continuassem a dar-nos ideias, sugestões de bolos e sobretudo nos contassem as histórias que possam saber sobre cada um deles.

Também achamos que agora é uma boa altura para fazer uma ressalva: em nome da objectividade e para nos impor a nós próprios limites de observação e trabalho, decidimos que o livro Fabrico Próprio se dedicará exclusivamente bolos de uma porção/unidade que se encontram disponíveis em potencialmente todas as pastelarias e cafés de todo o país.

Tendo dito isto, para nós não contam nem bolos de fatia (por isso não falarmos do Pão de Ló ou do Bolo Rei, para citar dois “pesos pesados” deste tipo de bolos), nem especialidades regionais (como os Fofos de Belas, as queijadas de Sintra, os Dom Rodrigos, os Ovos Moles ou as Cristas de Galo, ou as tortas de Guimarães, aqui numa fotografia da Rita Marquito), nem exemplos de doçaria conventual (como as Encharcadas ou as Barrigas de Freira). Também não incluímos miniaturas ou bolos de sortido fino – achamos que tudo isto dava para outros livros…

Podem mesmo assim encontrar na nossa lista (que ainda não está completa no site) alguns bolos que poderão ser vistos como bolos regionais ou especialidades conventuais, como são os exemplos dos Jesuítas (originários de Santo Tirso), os Pastéis de Nata (que evoluíram de uma receita do Mosteiro de Santa Maria de Belém para os Pastéis de Belém, e hoje estão espalhados por todo o Mundo como Natas) ou as Tigeladas (também conhecidas como Tigeladas de Abrantes). Contudo, estes três bolos, e todos os outros no nosso livro, são hoje “propriedade comum” dos portugueses, e quando comemos cada um deles não pensamos na sua origem. E isso para nós faz toda a diferença.

Naturalmente gostaríamos de ouvir as vossas opiniões sobre isto.

Just over a week after the website’s launch, we would like to thank the over 3000 visitors we received from all continents (thank you Google Analytics!), and especially the ones who left comments on the various cakes and on the posts we’ve been writing. Your participation means a lot to us, and we would like you to keep giving us ideas, suggestions of cakes and above all that you tell us the stories that you may know about each one of them.

We also think now is a good time to make a : in the name of objectivity and to set ourselves our own limits of observation and works, we decidied that the Fabrico Próprio book will be exclusively dedicated to one portion/unit cakes that are to be found in potentially all the cake shops and cafés in the country.

Having said that, to us cakes such as sliced cakes (that’s why we don’t mention Pão de Ló or Bolo Rei, to quote two “heavyweights” of thse kind of cakes), regional specialties (like Fofos de Belas, Queijadas de Sintra, Dom Rodrigos, Ovos Moles or Cristas de Galo, or Tortas de Guimarães, here in a photo from Rita Marquito), examples of conventual sweets (like Encharcadas or Barrigas de Freira) are not eligible. We also don’t include miniatures or assorted biscuits – we reckon all this would fuel other books…

You can still find in our list (which is still incomplete on the site) some cakes that canbe seen as regional cakes or convent specialties, such as Jesuítas (that come from Santo Tirso), Pastéis de Nata (that evolved form a recipe from the Monastery of Santa Maria de Belém to Pastéis de Belém, and today are scattered all over the world as Natas) or Tigeladas (also known as Tigeladas de Abrantes). However, these three cakes, and all the ones in our book, are today “common property” of all Portuguese, and when we eat each of them we don’t think about their origin. And to us that makes all the difference.

We would naturally like to hear your opinions on this.